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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Prova Mensal de História - 2º Bimestre (2011)

O mundo a caminho da Segunda Guerra Mundial – Mod 13

                A ratificação do Tratado de Versalhes, realizada em Locarno, manteve o território alemão dividido pelo Corredor Polonês, sem colônias, indenização vultosa. A Itália, embora vencedora, não ficou satisfeita com a nova configuração de seus territórios e com a perda de suas colônias.
                A Liga das Nações buscava manter o precário equilíbrio das relações internacionais nos anos 1920, apesar dos descontentamentos dos perdedores. A Liga foi criada para medir diferentes interesses e assegurar uma paz duradoura depois da terrível experiência de guerra.
                A crise de 29 contribuiu para aumentar as tensões e os ressentimentos herdados da Primeira Guerra. Deflagradas nos Estados Unidos, a crise e a depressão que se seguiu atingiram os países do Ocidente, estreitamente ligados pelas relações econômicas capitalistas e pela política internacional. As pressões político-econômicas levaram ao poder regimes autoritários e totalitários.
                O desemprego acentuou as incertezas e manifestou-se no aumento da criminalidade e na formação de guetos geográficos, culturais e raciais. Greves, protestos e manifestações de rua ameaçavam a manutenção dos governos na Alemanha e em outros países. Foi nesse contexto que o Partido Nazista ocupou cadeiras no Parlamento e o presidente Paul von Hindenburg nomeou Adolf Hitler chanceler.
                O governo de Hitler afirmava que os problemas alemães eram conseqüência do Tratado de Versalhes e de uma conspiração internacional de financistas judeus.
                Para minimizar o problema do desemprego, Hitler iniciou a construção de grandes obras publicas e incentivou a instalação de fábricas de armas, equipamentos militares e bens duráveis. Antes de tudo era necessário recuperar regiões antes pertencentes à Alemanha, ricas em matérias-primas valiosas para o pleno desenvolvimento industrial do Terceiro Reich, o terceiro império alemão (o primeiro fora o Sacro Império Romano-Germânico, na Idade Média; e o segundo, o Império de 1870). Hitler cobiçava o petróleo da Romênia e do Cáucaso, o carvão e o ferro da Sibéria e o trigo da Ucrânia.
                O país deveria prepara-se para promover uma política expansionista e militarista que recuperasse o que fora perdido na Primeira Guerra. Hitler estabeleceu então o serviço militar obrigatório em 1935, iniciou o rearmamento e fortaleceu a marinha e o exército.
                Depois da Primeira Guerra, os japoneses mantiveram uma posição comercial importante no Pacífico. No entanto, o fechamento de muitos mercados como consequência da crise de 1929 fez com que as teses imperialistas dos militares vencessem, e, em 1931, buscando ampliar sua zona de influencia, o Japão ocupou a Manchúria setentrional, na China. A expansão Japonesa baseava-se na busca de autossuficiência econômica, segurança militar e liderança na Ásia oriental.
                Em 1935, Adolf Hitler declarava que as dividas de guerra já haviam sido pagas. Em 1936, sem disparar um só tiro, Hitler retomou a Renânia, região que fora desmilitarizada pelo Tratado de Versalhes e ocupada pelos franceses como pagamento de indenização de guerra.
                A “benevolência” da Liga das Nações foi muitas vezes justificada com o argumento de que, desse modo, se evitaria um confronto direto com os nazistas.
                O avanço do fascismo fortaleceu-se em novembro de 1936 com a assinatura do Pacto Anti-Komintern entre a Alemanha e o Japão. O acordo pretendia destruir a URSS e combater o comunismo internacional. No ano seguinte Mussolini aderiu ao pacto, selando o compromisso bélico entre os três países chamado eixo Berlim-Roma-Tóquio.
                Em 1938, os alemães invadiram e anexaram o território da Áustria, sem nenhuma resistência armada. A anexação, conhecida como Anschluss, teve como justificativa a unidade dos povos germânicos. A Liga das Nações não se manifestou diante do fato.
                A anexação da Áustria acirrou o nacionalismo das populações de ascendência germânica que habitavam os Sudetos, na Tchecoslováquia, e reivindicaram o direito à nacionalidade alemã.
                O encontro, denominado Conferência de Munique (Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália), levou a uma solução de compromisso. A Alemanha obteve o direito de anexar algumas regiões da Tchecoslováquia e Hitler assinou um documento no qual se comprometia, a partir daquela data, a resolver todas as questões de interesses internacionais mediante consulta.
                O desrespeito alemão ao acordo de Munique levou os governos britânico e francês a selar uma aliança com a Polônia pela qual se comprometiam a protegê-la de uma eventual agressão alemã. Tal compromisso incluía a Romênia e a Grécia.
                As garantias dadas à Polônia deixaram os soviéticos numa posição delicada. Stalin chegou a acreditar que poderiam significar um primeiro passo para uma invasão anglo-francesa à URSS.
                O Pacto Germano-Soviético estabelecia que, se a Grã-Bretanha e a França decretassem guerra à Alemanha após um eventual ataque alemão à Polônia, os soviéticos deveriam manter-se afastados do conflito. Outra cláusula dividia o território polonês em duas zonas de influência, a alemã e a soviética.
                Em 1º de setembro de 1939, Hitler divulgou que as operações militares para a invasão da Polônia haviam sido iniciadas. A Grã-Bretanha e a França ainda tentaram enviar uma advertência à Alemanha com o intuito de impedir a agressão. Como não houve resposta, em 3 de setembro as duas potencias declaram guerra ao Terceiro Reich, iniciando a Segunda Guerra Mundial.
                  

A Segunda Guerra Mundial: uma guerra total – Mod 13

                Blitzkrieg, ou guerra-relâmpago, tratava-se de ataques rápidos, com tanques blindados, que aniquilavam a defesa adversária e cortavam as linhas de comunicação, e com aviões, que bombardeavam pontos estratégicos durante as batalhas.
                O marechal Pétain, herói da Primeira Guerra, assumiu o governo francês e assinou o armistício com os nazistas. Pelo acordo assinado, estabeleceu-se que o norte e a costa atlântica do território francês, o que incluía Paris, ficariam sob domínio alemão, e o restante do território sob direção de Pétain, que organizou um governo autoritário, com características fascistas e que colaborou com a administração da ocupação nazista. Esse governo tinha sede na cidade de Vichy, e por isso ficou conhecido como França de Vichy.
                Seguros da vitoria e precisando de petróleo, os alemães invadiram a URSS em junho de 1941. Por essa época, Bulgária, Iugoslávia, Albânia, Grécia, Romênia e Hungria já estavam sob domínio nazista.
                Meses depois, em 7 de dezembro, o Japão lançou um ataque aéreo à base militar norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí, afundando ou tirando de combate boa parte da frota dos Estados Unidos no Pacífico.
                Em 1942, a guerra pendeu a favor dos Aliados: em mar, os norte-americanos impuseram derrotas aos japoneses nas batalhas do mar de Coral e de Midway; em terrra os soviéticos resistiram ao avanço alemão em Stalingrado.
                Ainda em 1943, durante a Conferência de Teerã, o líder da URSS Joseph Stalin, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill e o presidente norte-americano Roosevelt ajustaram sua estratégia para derrotar a Alemanha. Nesse encontro, confirmou-se o desembarque das tropas Aliadas na Normandia (noroeste da França) para 6 de junho de 1944. A data ficaria conhecida como o Dia D. Enquanto os Aliados libertavam Paris e o norte da França do jugo nazista, o exercito vermelho, no extremo oposto da Europa, libertava a Romênia, a Bulgária e a Iugoslávia.
                Em 1945 assistiu-se a uma “corrida” a Berlim. A cidade foi disputada pelo exército soviético, a leste, e pelos exércitos norte-americanos e britânicos, a oeste. O Führer suicidou-se, e a Alemanha, esgotada, rendeu-se em maio desse mesmo ano.
                No Oriente, a guerra ainda se estendeu por mais dois meses, diante dessa perspectiva, os Estados Unidos lançaram mão de um novo tipo de arma: a bomba atômica. O primeiro ataque nuclear foi contra a cidade de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945. O segundo, três dias depois, tinha como alvo a cidade de Nagasaki. A rendição do Japão foi assinada em 2 de setembro de 1945, e a ocupação do país por tropas aliadas estendeu-se até 1956.


Os contornos da nova paz – Mod 13
               
                Do ponto de vista estritamente econômico, pode-se dizer que a guerra foi também uma saída para a crise. O esforço da guerra dinamizou a economia, o Estado passou a desempenhar um papel importante como gestor e grande consumidor.
                A industria absorveu a força de trabalho das mulheres, e enquanto os cidadãos produtivos do sexo masculino eram engajados nas forças armadas, elas eram contratadas para trabalhar em todos os setores, inclusive na produção de armas.
                No fim da guerra, a Europa estava em ruínas. Algumas cidades, como Stalingrado e Kiev, na União Soviética; Berlim, na Alemanha; Londres, na Inglaterra; e Varsóvia, na Polônia, foram completamente destruídas pelos bombardeios.
                No entanto, a União Soviética saiu fortalecida do confronto, pois sua participação foi decisiva na vitoria da guerra. A demonstração de sua força militar favoreceu, no pós-guerra, a expansão de sua influencia no leste europeu e, por conseguinte, do socialismo. Já os Estados Unidos se consolidaram na frente do bloco capitalista e assumiram a reconstrução da Europa ocidental, ampliando sua influencia na região.
                Ao longo e sobretudo ao final da guerra, os líderes dos diferentes países envolvidos promoveram varias conferencias. Em fevereiro de 1945, realizou-se a Conferencia de Yalta. Nessa cidade da Crimeia, os lideres aliados discutiram a criação da ONU. Também confirmaram algumas decisões da Conferencia de Teerã referente ao estabelecimento das zonas de influencias norte-americana e soviética. Por esse acordo, coube à União Soviética o predomínio sobre a Europa oriental e parte da Alemanha. Além disso, os soviéticos podiam intervir na guerra contra o Japão e participar do projeto de divisão da Coreia em duas áreas de influências.
                Em junho de 1945, a Carta das Nações Unidas foi assinada por 50 países (excluindo os integrantes do eixo), em San Francisco.
                Na Conferência de Potsdam, em agosto de 1945, estiveram presentes Stalin, o primeiro-ministro britânico Clement Attlee, sucessor de Churchill, e Harry Truman, então presidente dos Estados Unidos. O encontro realizou-se no castelo de Potsdam, nos arredores de Berlim. Os líderes aliados decidiram que o território alemão e a cidade de Berlim seriam divididos em quatro zonas, que ficariam sob administração francesa, britânica, norte-americana e soviética. A Alemanha deveria pagar aos Aliados uma indenização de 20 bilhões de dólares, além de devolver o porto de Dantzig à Polônia.
                Proclamações em favor da paz e do entendimento, como as que acompanharam a fundação da ONU, não tinham como superar as divergências ideológicas entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, de um lado, e a União Soviética, de outro. Formaram-se, desse modo, duas grandes áreas de influencia em escala planetária: a capitalista e a socialista, sob a hegemonia, respectivamente, dos EUA e da URSS.
                A propaganda, em suas mais variadas formas, teve uma função significativa: produziu e difundiu imagens dos países envolvidos, aliados e adversários, seus valores e expectativas.

Sobre a Guerra Fria eu posto amanha, sahsauhusa
tou com sono, muita coisa pra copiar e vou dormir... 

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